Inside Fashion | Savage x Fenty evidencia a diversidade

Rihanna não lança música porque está ocupada revolucionando a indústria da moda 

Na primeira sexta-feira (2) de outubro, a internet parou. Entrou para o catálogo da Amazon Prime Video o “Savage x Fenty Show Vol. 2” , desfile de lingerie da Rihanna. Essa parceria já foi um sucesso no ano passado e, em 2020, não foi diferente. Em sua primeira edição, o show contou com lotação máxima em Nova York, o que, neste ano, não foi possível devido a pandemia de Covid-19. Mas, definitivamente, não faltou plateia para a @badgarlriri

Rihanna durante o desfile em cenário 
que remete ao Jardim do Éden (foto 1)

Mais uma vez, a marca mostrou muita diversidade e representatividade, trazendo para o desfile corpos e cores diferentes. Em uma versão muito mais artística, o evento trouxe modelos queridinhas do Instagram, como Bella Hadid e Cara Delevingne, e divas pop, como Lizzo e Rosalía. A narrativa do show foi de empoderamento, tratando sobre sexualidade e amor próprio. 

A atração toda é marcante, mas quero destacar o cenário inspirado no Jardim do Éden, em que foram reutilizados elementos da apresentação da marca, em 2018, na New York Fashion Week. A analogia é perfeita: onde Adão e Eva se envergonharam por sua nudez, modelos e dançarinos celebram suas sexualidades.

Vale colocar, também, que o desfile apresentou, pela primeira vez, a linha masculina da Savage x Fenty, que também quebrou padrões colocando um modelo gordo para fazer campanha para a marca, ignorando os modelos sarados tradicionalmente exibidos pela Calvin Klein. Mas o que significa todo esse barulho que a marca faz? REVOLUÇÃO!!! Sim, o propósito da Rihanna é fazer com que as pessoas se sintam sensuais e atraentes, que amem seus corpos, sejam gordos, magros, brancos, pretos, amarelos, vermelhos... 

Montagem (foto 2)

Ao longo dos anos, principalmente através da Victoria’s Secret, marca de lingerie número um em vendas nos Estados Unidos, um padrão de beleza foi estabelecido. Ele excluiu toda a diversidade de corpos, cores e estabeleceu uma meta inalcançável. Ser uma angel – nome dado às modelos da marca – sempre foi muito distante. Ser Savage é ser você. A indústria da moda nega toda a diversidade e Rihanna a coloca em evidência. Esse movimento é necessário para tornar o fashion acessível a todo tipo de belo. Apesar de nova, a Savage já trouxe resultados positivos na luta para “normalizar” todos os corpos. 

Depois de ser muito criticada por não dar espaço a diversidade, a Victoria’s Secret, em 2019, colocou, pela primeira vez, uma modelo gorda em seu cast. Definitivamente esse foi um reflexo causado pela grife de Riri, já que a marca promete desbancar a VS em alguns anos. Todo passo a caminho de um mundo da moda mais representativo e acessível é significativo. Por isso, a Savage x Fenty e outras linhas de Rihanna, como a Fenty Beauty, tem mostrado aos ancestrais da moda que é melhor redefinir os seus propósitos de marca, porque a moda é a valorização do diferente.

Legenda pra cego ver:

Foto 1: Rihanna veste lingerie roxa com aplicações que remetem a flores. Ela está dentro de uma flor roxa e rosa, que desabrochou em um cenário inspirado no Jardim do Éden, com bastante folhas verdes. A foto também é composta por três dançarinas, também vestidas com lingerie roxa, atrás da flor em que está Rihanna

Foto 2: É uma montagem, na qual apresenta na parte superior do lado esquerdo, as modelos que desfilaram para a Savage x Fenty que se refere a marca de Rihanna, encontra-se uma variedade de cores e diferentes tamanhos de corpos. Já na parte inferior, do lado esquerdo, as modelos da Victoria’s Secret, na qual mostra o mesmo tipo de corpo e pouquíssima variação de cor entre as modelos. Do lado direito, tem a modelo Ali Tate-Cultler, que está usando uma lingerie preta da marca Victoria's Secret enquanto posa para a campanha da marca, em um estúdio branco.

Até a próxima!

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