Críticas e opiniões: Vale para tudo mesmo?


Entre grandes críticas, a nova produção da Netflix, Emily in Paris, rendeu tanto assunto que foi para os trending topics do Twitter por quase dois dias. Artigos foram publicados nos grandes jornais ao redor do mundo falando sobre a série. Mas a pergunta é: POR QUÊ?

Além dos memes e inúmeros posts nas redes sociais, a série pegou um pouco mal. Com história fraca e repetitiva, a caricatura do parisiense foi o ponto principal das críticas. Com um estereótipo totalmente chulo, a série fez um desserviço nesse quesito e, principalmente, no marketing que deixou grandes dúvidas. 

A produção foi elencada pela Vogue Magazine como uma
‘série fashionista’ e pronta para lançar novas tendências

Com personagens, em sua maioria, superficiais e pouco trabalhados, a série chegou ao Top 10 do streaming e angariou diversas opiniões nas redes, tornando-se a série de comédia (e drama) mais vista nos últimos tempos dentro da plataforma. Elogiada na escolha do figurino, a Vogue Magazine denominou a série como ‘fashionista’ e a produção chegou a ser comparada como um mix de “O diabo veste Prada” (do bem!) e “Sex and the City” no quesito moda, o que também foi deixado em segundo plano, mas que poderia ser muito bem explorado. 

A sacada de colocar o clichê parisiense em foco, fez com que a cidade se tornasse um deleite para os telespectadores, principalmente para quem está em casa há meses. No entanto, o que mais chama atenção, além do closet de causar inveja da protagonista Lily Collins, é o choque cultural francês com a cultura norte-americana, o que dá o toque de humor (ou não) no roteiro. 

A história da jovem Emily que mora em Chicago (EUA), após anos de trabalho consegue uma oportunidade de ir para Paris. Mesmo sabendo zero francês, ela aceita e vai passar um ano com a promessa de ganhar uma grande promoção quando voltar. Com experiências novas desde sua chegada, houve situações que acabaram soando como grosseria e falta de educação das personagens parisienses – e esse foi o ponto que rendeu muitas críticas nos tabloides. 

Os clichês da série são mais culturais como, por exemplo, o francês que odeia falar outro idioma, o impaciente, o machista e o grosseiro. Mas a ignorância está onde? No francês que não quer (ou sabe) falar outro idioma ou na pessoa que foi para outro país sem saber nada? É óbvio que nada explica o motivo de ser grosseiro com alguém, mas entendem o que eu estou querendo dizer? 
Lily Collins foi quem deu vida a personagem de Emily, na nova produção da Netflix | Foto: Reprodução Netflix
Uma série feita só para passar o tempo, de forma despreocupada e para relaxar, ganhou destaque quase que negativo por coisas mínimas, a figura caricata do parisiense e pelo marketing um pouco desacertivo. No entanto, será que é relevante a gente querer levantar opiniões e abrir discussões culturais sobre tudo e o tempo todo? Será que não é mais proveitoso comentar sobre coisas que nos agregam? 

Emily in Paris é uma série de comédia, feita justamente para você não ligar muito, é uma distração. A comédia muitas vezes é feita pelo choque do absurdo (diferente do intolerável) do dia a dia, o que TALVEZ tenha sido a intenção dos produtores da série. Mas particularmente, eu gostei e acho que vale dar uma chance. Ainda não foi confirmado os boatos de uma segunda temporada, mas os tabloides estão atentos por quais caminhos irá percorrer Emily, caso haja uma continuação. Assistam, tirem suas opiniões (ou não) e não problematizem tanto, desde que não seja intolerável.

Até a próxima!

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